Redes sociais não são palanques
Nossos políticos no Twitter já devem ser milhares. Diariamente, centenas de deputados, senadores, vereadores, prefeitos (estes bem menos) e um ou outro governador usam seu perfil do microblog para divulgar o que fazem no dia a dia da política ou mesmo da vida de “cidadão”. Mais raramente, os políticos partilham o que pensam sobre os grandes - e pequenos - temas nacionais. Mas usar o Twitter como aquilo que ele é, uma rede social, praticamente ninguém faz. E os que fazem, conversam apenas com alguns poucos amigos eleitos.
Em palestra na Campus Party e entrevista a Gustavo Petró, repórter do G1 Tecnologia, Scott Goodstein, mais uma vez afirmou o que alguns especialistas brasileiros em comunicação política e mídias digitais vêm dizendo e os políticos fazem ouvidos de mercador: o Twitter é uma rede social, não um canal de distribuir releases ou de discursar. Quem está na rede social quer conversar, trocar, ter respostas para suas dúvidas. As pessoas não entram no Twitter, Facebook e afins para apenas ouvir o que os outros, principalmente políticos, têm a dizer.”
Se não mudarem seu comportamento, nossos políticos não conseguirão, nas eleições de 2010, tirar proveito da rede como Barack Obama fez nos Estados Unidos em 2008. E Como estrategista da campanha do presidente americano eleito, Goodstein tem realmente “alguma” credibilidade para dizer:
“As redes sociais não foram feitas para se promover. Isso é um grande erro. Os políticos que inundam o Facebook e o Twitter com informações, erram. É preciso conversar com usuários, responder suas dúvidas e saber escutá-los. As pessoas desejam fazer parte de uma via de duas mãos. Eu não entro no Facebook de um político para ler textos de divulgação para a imprensa.
É um erro entrar nessas redes sociais e trabalhar apenas com uma via de comunicação. Na campanha de Obama, respondemos toda pergunta séria enviada por e-mail porque sabíamos que era um voto. Este eleitor tinha uma preocupação, e ele também tinha 70 ou 80 amigos na rede social que também eram eleitores. Então, quando eles recebiam uma resposta sobre a importância de se investir na saúde, por exemplo, eles avisavam seus amigos, porque é assim que uma rede social funciona.”
Leia a íntegra da entrevista no G1: “Inventor do ‘Obama on-line’ diz que redes sociais só funcionam em mão dupla”
Postado por Malu Oliveira

Link Propaganda | Escolher a melhor rede social é o desafio do momento disse:
[...] exemplo de erro que já se considera clássico já foi analisado aqui recentemente - Redes sociais não são palanques -, mas há bem mais a se considerar. Como, por exemplo, o tipo de mídia complementar suportada por [...]