1 de junho de 2009 | 11:10

Copa do Mundo, também um desafio de comunicação

A escolha das 12 cidades que vão sediar a Copa do Mundo de 2014 não chegou a trazer grandes surpresas. Mas lançou imediatamente dois grandes desafios para todas elas. O primeiro, naturalmente, é construir as estruturas previstas no prazo adequado e com a qualidade necessária não só a um evento deste porte, como também à apropriação futura destes equipamentos pela sociedade. E aí se encontra, justamente, o segundo desafio de todos os envolvidos em um projeto de tal porte: envolver e mobilizar a sociedade em torno dos benefícios que o investimento trará para além dos jogos de 2014.


As duas tarefas são difíceis. Mas enquanto a infraestrutura depende de um processo mais longo (detalhamento de projetos, captação de recursos, licitações, obras etc.), o envolvimento e a mobilização da sociedade podem começar imediatamente, por meio de campanhas eficientes de comunicação pública em todos os níveis.


Pode-se perguntar porque a sociedade precisa ser envolvida e mobilizada e onde a comunicação pública entra em um projeto de construção de estádios e alojamentos. O primeiro motivo é a fiscalização, desde o princípio, de investimentos de tal vulto, para que realmente os projetos sejam executados de acordo com a promessa e a proposta iniciais.


Em segundo lugar, torna-se essencial buscar o apoio da sociedade para a realização dessas obras, garantindo que não se transformem em moeda de troca eleitoral em 2010 e 2012. Trata-se de empreendimentos de alcance social, projetos de “Estado” e não deste ou daquele governo, não se prestando a críticas ou apoios de ordem político-partidária.


Para além dos anúncios de comemoração das escolhas - já um início de envolvimento -, cabe agora a definição, por parte de cada estado e prefeitura, de estratégias de comunicação com a sociedade, com ações de curto, médio e longo prazos em todas as áreas que fazem parte dos projetos. E aí se incluem desde investimentos e geração de empregos até as necessidades de qualificação profissional, segurança pública, educação e cultura. Isso requer um plano de comunicação elaborado, com metas e monitoramento. Com a palavra, as áreas de comunicação dos governos.


Postado por Malu Oliveira

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