Posts em outubro de 2009
Nova ofensiva contra acidentes nas estradas
O Ministério dos Transportes iniciou uma ofensiva para reduzir o número de acidentes e vítimas fatais nas estradas neste final de ano. Produzida pela Link, uma campanha de utilidade pública está no ar desde o último final de semana. “O objetivo da campanha é alertar para o risco da direção imprudente, ao mesmo tempo em que presta contas das obras que o governo vem fazendo no setor”, explica o sócio-diretor da Link Frederico Melo, diretor do escritório da agência em Brasília.
A campanha chama a atenção para o fato de o índice de acidentes aumentar muito durante os feriados - 88 mortes e 1.389 feridos nas estradas federais em 12 de outubro, por exemplo. E aborda a responsabilidade do governo e dos motoristas de forma direta: “O governo federal está melhorando as nossas estradas. Faça a sua parte e mude o seu jeito de dirigir”.
As peças serão veiculadas em etapas e inovam na segmentação dos canais. O plano de mídia elaborado pela Link inclui não só TV e rádio, revistas, folhetos e placas de rodovias, mas também os canais de rádio indoor. Os spots estarão em rádios de supermercados e grandes lojas de varejo, justamente os locais de grande afluxo de pessoas no período de final de ano, por causa das compras de Natal. “Nosso objetivo foi atingir o público alvo em várias situações do dia-a-dia, de forma a reforçar as mensagens”, diz Frederico Melo.
Ficha Técnica
Cliente: Ministério dos Transportes
Categoria: Utilidade Pública
Peça(s): VT, spots, anúncio, folheto, placas de estrada
Redatores: Júnior Lisboa e João Bosco
Dir. Arte: Sílvio Rodrigues e Guga Marques
Planejamento: Ângela Chaves
Dir. Produção: Telma Rocha
Mídia: Humberto Montemurro e Gege Xavier
Produtora de Filme: Fabrika Filmes
Produtora de Áudio: Audio Fidelity
Fotografia: Alessandro Guerra
Diretor de Atendimento: Frederico Melo
Atendimento: Mila Rocha
Aprovação: Doca de Oliveira e Sheila Portal
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Link na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Profissionais da Link Comunicação & Propaganda desenvolveram o cartaz de divulgação filme “Um Homem Qualquer”, de Caio Vechio, participante da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, na categoria Brasil - competição Novos Diretores. A criação é de Alexandre Perotto e a Direção de Criação de Caco Mesquita.
“Um homem qualquer” convida à reflexão sobre a busca por um sentido na vida. Seu ponto de partida são os percalços existenciais do homem urbano, anônimo e solitário. O cenário só podia ser a cidade de São Paulo, uma terra de ninguém onde encontros improváveis podem acontecer. É lá que Jonas (Eriberto Leão) encontra a sua namorada Lia (Nanda Costa), uma jovem aspirante a atriz; bem como o seu companheiro de apartamento, Tico (Norival Rizzo), um senhor rústico e com ideologia de esquerda dos anos 60. Afogado em seus questionamentos, Jonas escuta o depoimento de Isidoro (Carlos Verezza), um ex-psiquiatra que se tornou morador de rua e que, em sua ironia, desconstrói a busca de uma verdade absoluta e mostra a Jonas que nem o amor e nem dinheiro são garantias de felicidade. O elenco ainda conta com José de Abreu, Pedro Neschiling e Antônio Petrin.
Postado por Caco Mesquita | Nenhum comentário | Clique para comentar
Para o Rio Grande do Sul decolar
O Rio Grande do Sul sempre foi exemplo de liderança na indústria, agricultura e educação, sem falar no belo histórico de luta, resistência e superação do povo gaúcho. Mas infelizmente, nos últimos anos, o extremo sul tem perdido espaço e força no cenário nacional. Escândalos políticos, administrações sem foco e disputas partidárias inócuas fizeram adormecer um gigante, que era referência e orgulho de todo o País. Mas tem novidade no horizonte político do Rio Grande. O PSB e o deputado Beto Albuquerque surgem como uma nova opção para fazer o Rio Grande do Sul decolar novamente. É essa a mensagem das inserções partidárias do PSB-RS criadas pela Link.
Postado por João Lucas Leal | 2 Comentários | Clique para comentar
Enquete: você pode falar o que quiser no Twitter?
Iniciamos hoje uma nova enquete no Blink, desta vez destinada a saber o que os internautas pensam sobre a liberdade de expressão dos profissionais de comunicação nas mídias sociais - redes sociais, Twitter, blogs etc. Eles podem dizer o que pensam, inclusive expressar opiniões políticas? Ou devem se restringir a falar de temas genéricos, sem emitir nenhuma opinião ou revelar intimidades e segredos profissionais?
Para votar, escolhe uma das opções da Enquete no menu à direita. O objetivo do Blink é avaliar a visão geral não só sobre o papel e os limites das profissões da área de comunicação, mas principalmente sobre a separação de papéis entre profissionais e cidadão. Um tema que se reveste de mais importância na medida em que estamos às vésperas de um novo - e que promete ser conflituoso - embate eleitoral.
A motivação desta enquete foi a percepção de que, desde que as mídias sociais se tornaram a coqueluche da Internet, revolucionando a forma de as pessoas se relacionarem e trocarem informações, todo dia aparece uma notícia sobre arestrições à liberdade de expressão dos profissionais do setor. New York Times, Washington Post, Folha de S.Paulo e TV Globo já tornaram públicas suas cartilhas de conduta no Twitter, Facebook e outros sites de relacionamento ou blogs.
Mas mesmo com as cartilhas, continua a patrulha sobre o que pensam e dizem os jornalistas, relações públicas, publicitários etc. nestas redes sociais. A mais nova vítima parece ter sido William Bonner. Na semana passada, circularem informações sobre a advertência que o apresentador do JN teria recebido da TV Globo por te contato, no Twitter, que foi pego dirigindo bêbado na Espanha e só se safou porque era amigo de Ronaldo, o jogador. Bonner tinha ou não o direito de contar este episódio de sua vida pessoal? Ele o fez como Willian Bonner ou como apresentador do JN?
Postado por Malu Oliveira | 8 Comentários | Clique para comentar
Efeito Obama: O meio é a mensagem
A iniciativa era mais do que necessária: trazer a equipe que cuidou da comunicação da campanha de Barack Obama para apresentar e esclarecer detalhes das estratégias e táticas utilizadas. E mais: para desmistificar a onda que se criou em torno da Internet/redes sociais como panacéia para vencer uma eleição. Versou mais ou menos sobre isso, em síntese, o conteúdo das palestras de Ben Self e Jason Ralston no seminário “O Efeito Obama“, promovido em São Paulo pela George Washington University.
Ralston e a equipe da Ralston Lapp Media trabalharam na construção de mensagens e produção de peças adequadas para cada mídia, como os comerciais em formato de vídeo. Ben Self, da hoje altamente requisitada Blue State Digital, encarregou-se de planejar e executar as estratégias digitais.
Mas quem esperava sair das duas palestras com uma fórmula para vender a seus próprios clientes saiu frustrado. Mais ainda quem esperava levar embora na mala, pelos R$ 3.800,00 cobrados pelo seminário, o passo a passo para aplicar a fórmula.
Ralston apresentou seu case de forma coerente e consistente, detalhando como se deu a construção das mensagens, os princípios adotados, o que foi levado em conta e as respostas dadas a cada demanda da campanha e, principalmente, às criticas do adversário.
Já Ben Self não fugiu do lugar comum e da superficialidade. Afinal, Ralston tinha as mensagens e ele, Ben Self, as ferramentas. E Ben Self frisou que a ferramenta principal do relacionamento foi mesmo o e-mail, com um mailing construído a partir da rede de relacionamento da militância e da comunidade que foi se estruturando a partir de eventos ou do site da candidatura.
Mas a grande lição tirada das duas palestras pegou de calças curtas todos os que vinham vendendo a Internet como a solução para se ganhar as próprias eleições. O que importa é o candidato, seus conteúdos, o relacionamento que estabelece com os eleitores, sua capacidade de mudar a vida das pessoas ou de atender as necessidades coletivas da população.
Além de Internet ser ferramenta, Ralston abriu o jogo sobre a construção do mito em torno das mídias sociais: O MEIO É A MENSAGEM!
O discurso da mudança, do novo representado por Obama, encontrou no discurso das mídias sociais um terreno fértil para alavancar a campanha e, depois, construir o case que hoje lhes garante platéia - e negócios - mundo afora.
Será que Marshall McLuhan receberia royalties, caso ainda fosse vivo?
Sobre o mesmo tema e com as mesmas conclusões, leia post publicado no Blink em 03/07/09: Desmistificando o marketing da campanha de Obama.
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O frevo como metáfora do desenvolvimento de Pernambuco
A cultura tem sido uma espécie de mola propulsora do crescimento de Pernambuco. Festejos populares como o Carnaval, as encenações da Paixão de Cristo, as festas juninas e o ciclo natalino se somam aos festivais Pernambuco Nação Cultural, assegurando uma programação ativa e diversificada o ano inteiro, em todas as regiões. De um lado, o calendário de eventos fortalece e dinamiza a cadeia produtiva da cultura, respeitando as características de cada localidade. Do outro, contribui para movimentar o turismo no Estado, ampliando a oferta de emprego e renda.
O anúncio abaixo mostra que tudo isso acontece no ritmo comparável às evoluções dos passistas de frevo nas ruas: com muita agilidade e animação.
Ficha Técnica
Cliente: Governo do Estado de Pernambuco
Direção de Criação: Tiago Araripe
Direção de Arte: André Venâncio
Redação: Bruce Silvestre
Atendimento: Sued Oliveira
Mídia: Tatiana Passos
Aprovação do Cliente: Evaldo Costa
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Campanha presidencial do Chile traz embate entre política e política 2.0
Em plena campanha eleitoral para a presidência - votação marcada para 13 de dezembro - o Chile está protagonizando, na América Latina, um embate que dificilmente veremos no Brasil em 2010: entre a política e a política 2.0. Se teremos, sem dúvida, um embate entre as velhas (PSDB, DEM etc.) e as novas (PT, PSB etc.) propostas políticas e formas de governar o Brasil, no campo do marketing político e da mídia digital pode-se dizer que haverá consenso e uniformidade no relacionamento com os eleitores e na forma de angariar votos.
Enquanto no Brasil, tanto os candidatos a presidente quanto a governador e aos cargos proporcionais já disputam quem é mais 2.0 na formação de imagem e transmissão de propostas, no Chile o democrata-cristão Eduardo Frei, segundo colocado na corrida presidencial, ainda resiste às inovações e recursos trazidos pela Internet.
Na fachada, todos os 3 têm perfil nas principais redes sociais e seus sites oficiais direcionam para o Twitter. A diferença é como cada campanha usa as novas ferramentas. O líder nas pesquisas, o conservador Sebastián Piñera, aparece hoje como um exemplo bem acabado de adesão à política 2.0, inclusive pela criação de comunidades próprias, a exemplo do que fez Obama, e por ele mesmo escrever no micro blog (como José Serra).
Também vem sendo elogiada a desenvoltura digital do representante dos ecologistas, humanistas e outras forças progressistas, Marco Énriquez-Ominami, que está em terceiro lugar na disputa. Só que Ominami é acusado de ter seu Twitter atualizado pela filha…
O lanterninha Jorge Arrate, candidato dos comunistas e outros partidos de esquerda, tem um blog bastante convencional, mas inovou ao criar uma “patrulha digital”: os apoiadores que se cadastram no site recebem notícias e informações e são instados a não deixarem acusação ou critica sem resposta em blogs, redes sociais etc..
O que o uso adequado das mídias sociais está significando, no caso do Chile, é a capacidade - ou não - de diálogo, de troca. Isto é política 2.0. Não basta estar no Facebook ou no Twitter, se isso significar uma presença chapa-branca, desbotada. Não adianta ter blog, se não se abrir para a participação dos internautas. Isso é o que determina se um candidato é 2.0 ou não. O resto é mera ferramenta que se compra na esquina.
Depois da campanha de Obama, vale acompanhar o que a América Latina copiou e adaptou para suas próprias estratégias eleitorais. Isso no tempo que sobrar das pré-campanhas que já correm o Brasil.
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Internet só perde para TV em informação sobre política
Pesquisa feita pelo DataSenado e publicada hoje pela Agência Senado diz que a TV continua a ser o veículo mais usado (67%) pelos eleitores para obter informações sobre política. Mas em segundo lugar (19%) vem a Internet. A mídia impressa fica em terceiro lugar (11%) e o rádio em último (4%).
O DataSenado ouviu, por telefone, 1.088 eleitores, nas 27 capitais. Dois em cada três (59%) eleitores entrevistados consideram que a rede mundial terá grande impacto no próximo pleito, sendo que entre os cidadãos que usam regularmente sites de notícias e participam de redes sociais (Orkut e Twitter, por exemplo), esse percentual sobe para 64%.
Quase metade dos eleitores ouvidos (46%) acredita que a principal vantagem da internet nas eleições será a troca de informações e ideias entre os eleitores. A possibilidade de facilitar a comunicação entre candidatos e eleitores aparece em segundo lugar, com 28%, o mesmo percentual dos que responderam “divulgar as propostas dos candidatos”.
Os entrevistados que disseram usar a internet diariamente somaram 58%; 78% acessam sites de notícias e 53% participam de alguma rede social, como Orkut ou Twitter.
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Quem trabalha em comunicação não pode expressar opinião nas mídias sociais?
O território livre da internet e das ditas mídias sociais aos poucos vai deixando a liberdade de lado. Pelo menos para os profissionais de comunicação. Começou no New York Times, passou pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e agora é a vez do Washington Post restringir o uso do Twitter para seus jornalistas, conforme noticiou o site AdNews. E isso sem falar nos centenas de outros veículos que devem ter adotado procedimentos semelhantes e não se tem notícia.
Mas de jeito nenhum o problema é o Twitter. Por ser totalmente aberto e expor para quem quiser o que pensam os detentores de perfil no microblog, o Twitter apenas mostra algumas facetas menos públicas das restrições à liberdade de expressão pública de quem labuta na área de comunicação, especialmente na mídia tradicional - rádio, TV e jornal.
Não é de hoje que volta e meia um colunista é convidado a se retirar do veículo onde trabalha porque emitiu opiniões próprias a favor deste ou daquele político, desta ou daquela proposta governamental. Por princípio “independentes” e “neutros”, os veículos de comunicação não se prestam a opiniões pessoais, fora aquelas emitidas nas páginas de artigos ou nos editoriais. E a filiação de jornalistas a partidos políticos sempre foi tema controverso e quase sempre limitado a militantes sindicais.
O que o Orkut, Facebook, Twitter e blogs fizeram foi permitir a todas as pessoas, comunicadores inclusive, registrarem suas opiniões publicamente, para além das mesas de bar e das reuniões familiares. O que era privado, pode virar público. A partir disso, quando eu, você, qualquer um colocamos um scrapp no Orkut, Facebook ou comentamos o post de um blog, toda nossa rede de “amigos” fica sabendo, embora nestas redes o acesso ainda não seja totalmente aberto - depende muito de nossa aprovação. Já no Twitter, a não ser quando fechamos totalmente nosso perfil, qualquer 140 caracteres escrito nos expõe à visão de todos os que nos conhecem e não apenas a nossos amigos e familiares. Quanto mais famoso o profissional e o órgão em que trabalha, mais ele é “seguido” nas mídias sociais.
Pronto. A polêmica está estabelecida. Maria é Maria ou Maria é jornalista ou Maria é jornalista do veículo tal? As três Marias têm o mesmo direito de se expressar? É possível a Maria jornalista do veículo tal se expressar na Internet apenas como Maria? Às vésperas de uma eleição que promete acirrar ânimos e tomar conta da Internet, o direito dos profissionais de comunicação se manifestarem ou não nas mídias sociais merece um debate aprofundado e atento.
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